Ver Notícia - Escola Profissional de Alvito

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Ver artigo nº9

 

EPA - Tema de Capa da Revista Alentejo Ilustrado

Publicada pelas: 2010-02-04 00:51:09

 

Estabelecimento conta com 235 alunos de 16 concelhos Escola Profissional de Alvito ensina ofícios há 20 anos

A Escola Profissional de Alvito está há 20 anos ao serviço da comunidade, da região e do País, com o objectivo de dar uma formação profissional qualificada aos jovens e, consequentemente, permitir-lhes uma inserção mais auxiliada na vida activa.
Nos pátios aglomeram-se os alunos que dão vida ao estabelecimento de ensino. A campainha toca e recolhem-se às salas de aula, aos laboratórios, ao centro de multimédia, à cozinha pedagógica, entre outros espaços, onde aprendem o seu ofício e, ao mesmo tempo, concluem o ensino secundário. Aqui, alia-se o "saber" ao "saber fazer". Na verdade, na Escola Profissional de Alvito aprende-se, tendo como horizonte a via profissionalizante e, sobretudo, o enriquecimento pessoal de cada um, ganhando em cada descoberta uma nova competência.
"A escola surgiu da iniciativa da Câmara Municipal de Alvito e de uma cooperativa de ensino. O concelho agarrou esta oportunidade e arrancou com o ensino profissional. Na altura, só existiam três turmas", conta António Coelho, director da Escola Profissional de Alvito. Neste momento, a escola é propriedade de uma cooperativa, onde se inserem as forças vivas da terra, nomeadamente a autarquia, as duas freguesias do concelho e quatro entidades privadas.
A escola começou por se limitar a um pequeno espaço físico, onde, hoje, são ministradas as aulas teóricas e onde funcionam os serviços de apoio ao estudante. O estabelecimento de ensino, porém, cresceu e desenvolveu-se e, neste momento, funciona em cinco espaços diferentes, distribuídos por diversos locais de Alvito.
A escola percebeu cedo qual era a sua identidade e definiu, segundo António Coelho, "uma estratégia própria, decretando como área prioritária a restauração". "Foi preciso recrutar docentes com know-how e criar algumas parcerias com empresas", lembra o docente. E acrescenta: "Foi também necessário estudar o mercado e sentimos que havia falta de mão-de-obra qualificada nesta área".
A Escola Profissional de Alvito conta com 235 alunos e, de acordo com António Coelho, "provêm de cerca de 16 concelhos e de 42 freguesias". A unidade escolar extravasou as fronteiras do município e, na actualidade, acolhe todos os que a procuram, dinamizando e ajudando ao fortalecimento da economia do concelho. "Imaginar Alvito sem a escola é, hoje, totalmente impossível. Representa desenvolvimento e também ajuda a consolidar o concelho", considera o director. "A escola tem uma importância extrema nesta comunidade. Por exemplo, se pensarmos que temos cerca de 68 alunos alojados em famílias de Alvito, isto representa um grande conforto orçamental para as pessoas. O comércio também beneficia muito e quando paramos a escola, em Agosto, ressente-se automaticamente", explica o professor.
A aceitação da escola, em Alvito e fora do concelho, tem sido a melhor e, para António Coelho, "o balanço só pode ser extremamente positivo". Desde a sua criação, em 1990, já passaram pelo estabelecimento de ensino 1583 jovens e, de acordo com a direcção, "perderam-se menos de 10 por cento dos inscritos", o que representa uma taxa de conclusão "de mais de 90 por cento".

“Taxa de empregabilidade de 87 por cento, havendo cursos com 100 por cento”


A Escola Profissional de Alvito preocupa-se em formar para o mercado de trabalho e, neste sentido, estabelece diversos contactos com as entidades, procurando uma aproximação ao mundo empresarial. Tanto que os estudantes, ao longo do seu percurso, têm a oportunidade de estagiar e de ter um contacto privilegiado com a vida activa. Para que tal aconteça, o estabelecimento celebrou diversos protocolos com as empresas da região, com o intuito de ajudar também à fixação dos jovens. A empregabilidade satisfaz, assim, a Escola Profissional de Alvito e, de acordo com António Coelho, "a taxa ronda os 87 por cento, havendo cursos com 100 por cento".
Neste momento, a escola aposta em diferentes áreas de formação e, segundo a direcção, "as cinco área de intervenção - Hotelaria e Restauração, Turismo e Lazer, Ciências Empresariais, Trabalho Social e Orientação e Ciências Informáticas - são fruto de um diagnóstico de necessidades da região".
Este modelo de ensino, na opinião de António Coelho, "não é comparável ao ensino regular, até porque os alunos que procuram a escola são mais vocacionados para a área profissionalizante". "Esta foi uma boa oportunidade que tivemos, tanto ao nível do concelho como da região. Se esta escola e as outras profissionais não existissem, estes jovens não tinham a oportunidade de seguir por esta via e, infelizmente, o ensino público só deu resposta a isto há cerca de dois anos. Fazia falta, até porque todos nós falávamos com algum saudosismo do antigo ensino comercial e industrial", refere o professor.
António Coelho considera que "já estão derrubadas as barreiras do preconceito" e que "o ensino profissional é uma excelente oportunidade de escolha". E, embora este ensino vise o mundo do trabalho, o docente explica que, "em muitos casos, existe um despertar diferente em termos académicos". A escola não exclui, deste modo, a hipótese dos alunos seguirem para o ensino superior e, neste sentido, também assumiu a preocupação de adaptar os cursos à oferta existente no Alentejo, nomeadamente no Politécnico de Beja e na Universidade de Évora.
De bata ou fardados a rigor para servir à mesa ou para aprontarem os melhores cozinhados, os alunos prosseguem no curso que escolheram para se especializar, com a jovialidade de quem se prepara, a cada dia, para o mundo do trabalho. Da Escola Profissional de Alvito sairão os futuros técnicos de gestão de equipamentos informáticos, os organizadores de eventos, os técnicos de turismo, os técnicos de restauração e bar e, ainda, os de pastelaria e cozinha, ligando o ensino ao trabalho.
 

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